E o céu estrelado era um convite ao sonho. Era o que ela mais fazia, nos últimos dias. Quem sabe, até, nas últimas semanas. Meses.
Nesses sonhos, se percebia viajando para longe. Para reinos perdidos onde ela era senhora. Para paraísos onde experimentava abraços que outrora havia sentido na pele.
Não contava as estrelas, mas ouvia suas vozes que sobrepujavam umas as outras, e todas eram lindas. Cada uma contava uma história mais bonita que a outra, histórias que nunca aconteceram, mas que ela desejava ter vivido. E, assim, ela sonhava.
É quase utopia acreditar que, no céu da cidade cinza, as estrelas pudessem ter voz. Mas tinham. E eram doces e melodiosas.
Hoje, ela escolheu ouvir a voz de uma estrela que caía devagar. Parece um tanto absurdo, mas não se enganem, essa estrela dizia que, em algum lugar perdido no planeta, havia alguém que também ouvia a voz das estrelas. E que a reunião dessas duas almas era só questão de tempo (e paciência). E que a vida seria em cores. Sem dores. Não foi possível pedir detalhes: a estrela caía e se apagou antes do felizes para sempre do final.
Mas, de alguma forma que ninguém poderia explicar, ela acreditava. E assim, sonhava.
I'll be chasing a starlight, until the end of my life.

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