E temos, também, os sonhos. Aqueles que não escolhemos sonhar. Geralmente, eles resumem nossa rotina, expõem angústia, alegram ou assustam.
O curioso a respeito disso, é que nós não conseguimos lembrar da grande maioria de coisas que sonhamos. Porém, isso não acontece comigo.
Há alguns dias, eu tenho sonhado e acordado em um frenesi estimulante: há dias que tenho sonhado com você. E o mais incrível é que consigo lembrar de cada milésimo de segundo de sonho.
Há dias que eu tenho andando sonhando.
Enquanto eu vou à padaria, ao mercado ou quando estou trabalhando.
E não há nada em canto nenhum que não me faça lembrar você. Aquela melodia, aquele sorriso congelado, aquele cheiro que insiste em ficar na minha pele, aquele assunto ou aquele lugar... E quando fecho os olhos para enxergar o lado de dentro é melhor ainda: há cores e flores por todos os lados. Assim, tudo que eu faço tem um pouco de você, uma vez que a gente externa tudo que nos é abundante.
E, retomando, se nada dura para sempre, realmente, prefiro acreditar que o "sempre" é agora. Não quero gerar memórias ruins, quero cultivar sonhos.
Eu fui ao doutor, e expus minha aflição. Ele me sorriu e disse que meu problema era nada: eu só andava apaixonada.

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