Com os braços doloridos, ela desempenhava sua função com afinco.
Cada movimento era uma dor lancinante, porém, ela trazia um sorriso nos lábios.
Agora ela ouvia nãos, um atrás do outro, negativas que não se cansavam de chegar à seus ouvidos. "Não, não, não e não", ela lia, ouvia e sentia.
Mesmo assim, ainda sorria.
Queria um amor do tipo que machucava os joelhos, que enchia os olhos de lágrimas, que se extenuava em poucos segundos, para se completar nas horas conseguintes.
Queria e sabia que tinha.
Mas, era aqueles nãos que os seperavam.
Não importava, não em dias como hoje. Ela se calava, resignava, sorria e, pacientemente, esperava.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
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