quinta-feira, 10 de junho de 2010

E eu me vi parada na chuva, pensando em todos os caminhos que trilhei para chegar até aqui.
E a chuva lavava, não só o exterior, mas ia passando por dentro e toda aquela sujeira que eu julgava carregar, ela foi levando embora na sarjeta.

Quando eu percebi, não chorava de tristeza e não passava mais noites em claro.
Olhava para a esquerda e para a direita. Eu estava no meio da rua e chovia torrencialmente. Porém, de alguma forma eu sabia que ali era onde devia estar.

As luzes eram apenas luzes, a chuva me lavava e nada mais.
Já não havia formas assimétricas.
E as canções já não me diziam mais nada, e por mais que eu insistisse, calaram-se.

Quando parou de chover, abri os olhos.
Era ali onde eu devia estar.
Sorri.
Escolhi o caminho e fui.
E, sem medo de errar, não olhei pra trás.

Chorava de alegria, agradecia pelas memórias.
E abria alas para o meu ponto final.

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