segunda-feira, 19 de abril de 2010

"Apesar de não definir bem o que eu sinto, assumo minha hipocrisia e digo que arrependimento não existe.
Comparar a alvura de sua pele, com a luz calma da manhã que refletia aquelas paredes, naquele colchão em que estávamos, naqueles lençóis em que nos enrolávamos, foi indescritível pra mim no momento.
Olhar seus olhos miúdos de quem não dormiu o bastante, a olhar os meus que há tempos já fitavam o teto/chão, foi sublime.
O modo como eu sentia que não havia mais ninguém ali, foi inacreditável.
Porém, no seu mundo sempre houve esse outro alguém. Assim como no meu também."


- Ela me contava essas histórias de dor e descobertas e eu com a caneta, só anotava. O que ela esperava de mim? Não existem conselhos para quem não quer ouvir. Somente siga contando.

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