Eu, no auge dos meus 22 anos recém completos, olho-me no espelho e não vejo algum traço harmônico. Sem exageros, percebo que não tenho nada em meu rosto e em nada de mim que seja atraente. Talvez me considere feia, até evitando mirar meu reflexo.
Posso ter boas qualidades morais e até intelectuais.
Entenda a confusão.
Eu sou do tipo que não guardo mágoa de ninguém. Consigo sempre ver o copo cheio. Não me considero a mais inteligente da classe, mas definitivamente não sou a pior deles. Tenho senso de humor e até acredito ser uma pessoa legal de estar perto. Não estou sendo presunçosa, não me vejam assim.
Porém, me chamem de fútil.
Todos os dias eu tenho vontade e vergonha de perguntar pro ótimo namorado que tenho - o que você vê em mim? sou tão feia quanto gorda. - mas travo. Vai ver ele não percebeu ainda.
Sim, me chamem de fútil.
Eu queria ter a cintura daquela, a magreza da outra. O cabelo impecável da moça que vi. Queria ter aquele sorriso encantador que pude presenciar. O estilo super legal que a outra carrega. Passo invejando cada qualidade física que eu não possuo.
Tenho vergonha de me olhar.
Porém, dispo-me de toda minha fortaleza, pra deixar isso público a vocês. A ninguém interessa isso. Só não consigo mais olhar minha pele manchada, minha boca fina e meu nariz grande no espelho.
O de corpo inteiro ainda me deprime mais. A desproporção me deixa esquisita, e posso jurar que sou um pouco corcundinha.
Isso, me apontem! Reparem em mim! Como ser humano frívolo.
Como ser humando feio.
(ler livros de pessoas se assumindo como ser humano feio e terrível, fez com que eu quisesse externar minha feiúra) - porém, não sou uma personagem inventada.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
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