sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Salaam-E-Ishq

Acreditem quando eu digo que sou uma filósofa de janela de ônibus com potencial.

Ontem eu estava voltando da casa do meu namorado, e confesso, estava um pouco triste. Peguei aquele ônibus lotaaado, fiquei de pé. Meus pés me matavam. Eu tinha andado de salto quase o dia todo, e o detalhe é o seguinte: eu odeio andar de salto, nunca gostei.
Estava eu, de pé, em um ônibus lotado, indo pra faculdade, ouvindo meu mp3, pensando na tortura que está sendo as aulas de Língua Portuguesa II, eis que de repeeente...

Essa música começa a tocar.



E eu comecei a rir, instantâneamente, sozinha. Eu fiquei me perguntando o que essa música ainda fazia no meu celular, eu tinha colocado ela há algum tempo atrás para fazer uma tiradinha de sarro com as meninas que estudam comigo.
Uma a uma, as pessoas do ônibus foram olhando para mim, e eu não conseguia mais disfarçar, eu estava rindo muito. Alguns riam comigo, outros faziam cara de 'quee briiisa, meeeu'.
O fato é que a minha risada partiu de um momento triste em que uma música fez tudo mudar. Eu imaginei aquelas pessoas sentadas, cansadas, tristes, preocupadas; dançando uma música estilo a la Bollywood, todo mundo colorido, sorridente, musical e dançante.
E eu ri.
Quando a música acabou, haha.
Eu estava feliz. Eu continuava de pé, com o pé doendo, indo pra aula torturante de Língua Portuguesa II. Mas, a partir do momento que comecei a enxergar os acontecimentos de forma diferente, a partir do momento que eu comecei a fantasiar com indianos dançantes, a vida se coloriu. Afinal, pra que levar tudo sempre tão a sério, Arebaba?

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